Sobre
Dos palcos para o estúdio
Qualidades como a objetividade e o perfeccionismo, aliadas à paixão pela gravação no sentido mais pleno, afastou a banda os Carbonos cada vez mais da estrada e acabou fazendo com que, enfim, os irmãos Beto, Raul e Marinho Carezzato se transformassem nos músicos de estúdio mais requisitados do cenário musical paulistano. Nesse meio, além de terem atuado intensivamente no mercado de jingles, acompanharam - produzindo, fazendo arranjos ou gravando como músicos - artistas de estilos que variam desde a Jovem Guarda, como Wanderley Cardoso, até o Pop de Wanessa Camargo. Assim foi criada uma trajetória que abrange, surpreendentemente, a música dançante de Jorge Ben Jor, o Reggae do Cidade Negra, o Sertanejo raiz de Milionário & Zé Rico e o Rock do Camisa de Vênus. E, ainda, recentemente conseguiram grande sucesso na produção do lado mais pesado da música, o Metal, desde o Gothic Metal do Sunseth Midnight até o Folk Metal do Tuatha de Danann.
Gravaram também com artistas mais relacionados ao estilo que se convencionou chamar de "brega", como Nelson Ned, Morris Albert, Amado Batista e Beto Barbosa. Entre os sertanejos passaram pelas mãos dos Carbonos inúmeros nomes como João Paulo & Daniel, Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano, Sergio Reis, Leandro & Leonardo, Mato Grosso & Matias, Roberta Miranda e Rio Negro & Solimões. Além destes, também engrossam a lista outros grandes nomes na nossa música como Caetano Veloso, Jorge Ben Jor, Ná Ozzétti, Agnaldo Raiol, Angela Maria, Zizi Possi e Gal Costa.
Além de ter seu nome cravado nos bastidores da música brasileira dos Séculos XX e XXI, Os Carbonos deixaram sua marca além das fronteiras nacionais, através de trabalhos com artistas como Pedro Migueis (POR), Michael Bolton (EUA), Maflada Minozzi (ITA), Almira (ESP), Jennifer Miraldo (EUA), criando assim, um currículo surpreendentemente diversificado e impressionante.
Nasce o Carbonos Studio
Pensando em continuar oferecendo o melhor em produção, gravação, criação e tecnologia, os irmãos Carezzato inauguraram em 1999 o Carbonos Studio. Com um projeto acústico extremamente funcional, o Carbonos Studio oferece o clima aconchegante e intimista requerido para o despertar da criatividade. "Aqui, não há quem não se sinta em casa", conta Raul Carezzato. "Fizemos o estúdio pelo qual procurávamos nesses mais de trinta anos de carreira e ainda não havíamos encontrado. Simples, funcional e com um som demolidor", comemora o produtor. O estúdio foi um dos primeiros no Brasil a apostar de maneira efetiva na tecnologia de ponta baseada na gravação em HD, abandonando de vez o chiado das antigas fitas magnéticas e maquinas de rolo. Tendo como menina dos olhos a gravação inteiramente digital no sistema Pro-Tools TDM, o Carbonos Studio vem conseguindo um resultado que paira entre o som limpo e cristalino do digital e peso do analógico, isso sem contar a facilidade de edição e recursos extra que o tipo de sistema adotado oferece.
Criado com o intuito de servir como um "quartel general" onde os Carbonos fariam suas próprias produções, o Carbonos Studio apresentou um resultado final tão impressionante que logo atraiu a atenção de grandes gravadoras como a Som Livre, que aliou seus interesses a essa força de trabalho. "Não é a toa que todos os projetos especiais da Som livre, Globo Disk e Som Livre Direct nos últimos anos foram gravados, mixados e masterizados no Carbonos", aponta Marcelo Carezzato, que foi engenheiro de áudio na Globo durante cinco anos. Recentemente foi a vez do SBT se render ao encanto do Carbonos Studio, trabalhando lá a parte de gravação, produção e arranjos musicais de áudio destinado ao uso em programas de sua grade.
A experiência
Apesar de toda a infra-estrutura oferecida, o grande diferencial do estúdio reside na equipe formada pelos próprios Carbonos, que com sua experiência e técnica cobrem todas as áreas da produção musical e fazem daquelas dependências uma verdadeira usina de música.
Na produção propriamente dita estão Beto e Raul Carezzato, este último também eficiente percussionista e vocalista enquanto o primeiro ainda acumula as funções de baixista e técnico de som ao lado do filho, o guitarrista Marcelo. Os arranjos ficam a cargo do maestro, pianista e tecladista Marinho Carezzato.
Como estúdio possuidor de uma equipe formada por músicos, maestros e produtores, onde até os técnicos de som são instrumentistas com anos de experiência, o Carbonos Studios é uma maquina bem azeitada que produz, preciso como um relógio, som da maior qualidade.
Já trabalharam com os Carbonos
Internacional:
- Pedro Migueis (Portugal)
- Michael Bolton (EUA)
- Maflada Minozzi (ITA)
- Jennifer Miraldo (EUA)
Nacional:
- Acoustic Club
- Agnaldo Rayol
- Angry Fate
- Amaral Vieira
- Alan & Aladin
- Alcimar Monteiro
- Alípio Martins
- Almir Rogério
- Amado Batista
- Ah! Mr. Dan
- Angela Maria
- Angelo Maximo
- Antonio Marcos
- Ari Toledo
- As Marcianas
- As Melindrosas
- As Mineirinhas
- Ataíde & Alexandre
- Banda EU
- Bartô Galeno
- Beto Barbosa
- Beto & Betinho
- Beto & Braga
- Bianca
- Bob Joe
- Caçulinha
- Cachorrada
- Caetano Veloso
- Camisa de Vênus
- Canarinhos do Liceu
- Carlos Alexandre
- Carlos André
- Carlos Navas
- Carlos René
- Carlos Santos
- Carmem Silva
- Carolina Magalhães
- Célio Roberto
- César Sampaio
- Cezar Augusto
- Cezar & Cezar
- Chitãozinho & Xororó
- Chopanomanga
- Cidade Negra
- Cíntia
- Ciro Aguiar
- Cláudio Fontana
- Cleo Galante
- Cristian & Ralf
- Dalvan
- Daniel
- Dave Gordon
- Demétrios
- Diego Gimenez
- Dino Rossi
- Elfo Dannilu
- Fabio Nestari
- Fernando Lelis
- Fracisco Petrônio
- Gal Costa
- Gengis Khan
- George Love
- Gilbert
- Gilberto & Gilmar
- Gilberto Lemos
- Gilliard
- Gretchen
- Harmonycats
- Holy Dust
- Irídio & Irineu
- Jaíne
- Jair Rodriges
- Jessé
- João Mineiro & Marciano
- João Paulo & Daniel
- Joaquim & Manoel
- Jonny & Gersey
- Jorge Ben Jor
- Jose Luiz,
- Juca Chaves,
- Julinho & Jane
- KLB
- Lady Lu
- Leandro & Leonardo
- Lindomar Castilho
- Los Maneros
- Luiz Fabiano
- Luiz Vieira
- Luiza Maura
- Mangabinha
- Manolo Otero
- Márcia Degani
- Márcia Gui
- Marcelo França
- Marcelo Nova (Camisa de Vênus)
- Marcos Viana
- Maria da Paz
- Marina Brandão
- Mato Grosso & Matias
- Maurinho Jr
- Milionário & Zé Rico
- Morris Albert
- Ná Ozzetti
- Nalva Aguiar
- Nelson Ned
- Norma Aguiar
- Odair José
- Os Atuais
- OSESP
- Paulo de Paula
- Paulo Sérgio
- Pe. Zezinho
- Pedrinho Mattar
- Pedro & Thiago
- Peet Dunaway
- Perla
- Peter Mcgreen
- Pinduca
- Quarteto Algiz
- Radio Táxi
- René & Ronaldo
- República do Grau
- Rio Negro & Solimões
- Rita Cadillac
- Roberta Miranda
- Roberto Barreiros
- Rodriguinho (Os Travessos)
- Rolando Boldrin
- Roque & Roger
- Sergio Reis
- Sergio Ricardo
- Soraya Sybel
- Sula Miranda
- Sunseth Midnight
- Sunday
- Terry Winter
- Tetê Espindola
- Tia Arilma
- Tobias da Vai Vai
- Toni Damito
- Tonico & Tinoco
- Tony Fabian
- Trio Parada Dura
- Tuatha de Danann
- Valdik Soriano
- Wanderley Cardoso
- Wanessa Camargo
- Zé Geraldo
- Zezé Di Camargo & Luciano
- Zizi Possi
Os Carbonos
O nome "Os Carbonos" tem impacto instantâneo na memória de muitos que vivenciaram a Jovem Guarda e o cenário musical brasileiro desde a década de 60, pois intitula uma banda natural de São Paulo/SP que obteve imensa fama, inicialmente pela especialidade inovadora na reprodução fiel de sucessos estrangeiros numa época onde as produções internacionais podiam demorar anos para chegar no Brasil, termo este hoje popularizado como "covers". Tendo a sua formação mais aclamada integrada pelos músicos Mário Bruno Carezzato (piano, teclado e vocal), Umberto Carezzato Sobrinho (baixo e vocal), Raul Carezzato Sobrinho (vocal), Ricardo Fernandes de Moraes (guitarra) e Antônio Carlos de Abreu (bateria), os Carbonos também ficaram conhecidos como banda que acompanhou inúmeros artistas aclamados da nossa música nos palcos e em estúdio.
Com uma extensa formação musical, os irmãos Mário Bruno, Umberto e Raul, sendo os dois últimos gêmeos, tiveram contato com a musica e com o meio musical profissional desde muito cedo. Filhos de Mario Carezzato, acordeonista e pianista, e sobrinhos dos Trigêmeos Vocalistas, grupo vocal que nas décadas de 40 e 50 era atração principal e constante no Cassino da Urca (Rio de Janeiro/RJ) e na Radio Nacional e alcançou expressão internacional se apresentando na América do Norte e Europa, os irmãos Carezzato começaram a formação musical logo na infância.
Nascida no ano de 1964, a banda se apresentou inicialmente usando o nome "The Witchcraft", mas não tardou para que fosse rebatizada como "Os Quentes". O primeiro registro veio em 1966, quando, sob a produção dp famoso jornalista e radialista Carlos Alberto Lopes "Sossego", os jovens gravaram e lançaram um compacto pelo selo Mocambo/Rozenblit. Sucesso instantâneo, o material logo despertou o interesse da gravadora Beverly e gerou uma nova e definitiva mudança no nome, "Os Carbonos". Mas ela não ocorreu por acaso, sendo referência direta ao elemento químico Carbono, principal constituinte de toda a vida animal e vegetal, assim como do petróleo, matéria prima dos famosos discos de vinil. Além dessa referência há o fato de que o elemento Carbono tem o número atômico seis, valor este que inicialmente representava a quantidade de músicos que integravam a banda. Ainda, por outra ótica, o nome também fazia um divertido trocadilho com o papel carbono, usado para fazer copias, uma referência tanto à aparência semelhante dos irmãos Beto e Raul como à opção e especialidade da banda em fazer versões idênticas de sucessos internacionais. De fato, não existia nome mais adequado para a primeira banda de covers que o Brasil conheceu.
Em 1968 ocorreu o lançamento do LP "As 12 Mais da Juventude", pela Beverly, material este que logo se tornou uma febre e um dos mais vendidos e aclamados álbuns da carreira dos Carbonos. Ao longo da década de 70 gravaram e lançaram diversos LPs, entre eles, "Seleção de Ouro", "Dez Super Sucessos" e "As 12 Mais da Juventude - Volume Dois" - todos pela Beverly. Além dos tantos registros sob a marca "Os Carbonos", com o intuito de evitar rotulações fizeram diversos trabalhos usando outros nomes, apresentando-se como Andróides, The Mackenzie Group, The Royal Band, Carbono 14 e The Magnetic Sounds. Com esse último nome gravaram a série de álbuns intitulada "Super Erótica", um recorde de vendagem.
Foram muitos os discos de ouro conquistados nessa linha musical que desde o início abrangeu desde Música Clássica até o Rock mais pesado, passando por toda a variedade da música Brasileira. Desta forma os Carbonos tiveram, pela própria proposta de trabalho, a chance de pesquisar sonoridades, estilos e estéticas musicais diferentes, aliando virtuosismo, querência e bom gosto, e extraindo do equipamento e das técnicas de gravação sempre o máximo que eles podiam oferecer. Uma constante busca pela perfeição.