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Beto Carezzato

Umberto Carezzato, iniciou seu aprendizado na música aos seis anos de idade tendo o violão como instrumento base. Demonstrando grande talento e aptidão musical, três anos mais tarde o jovem ingressou no conservatório para aprofundar os estudos. Aos vinte, quando já se formava pianista e maestro, resolveu abraçar uma antiga paixão, o contra baixo. Beto, como é conhecido desde a infância, se tornou um verdadeiro multi-instrumentista, acumulando o conhecimento em outros instrumentos como saxofone, guitarra, gaita e percussão, mas foi através do baixo elétrico que ganhou prestígio como um dos mais eficientes músicos de estúdio do Brasil. Exercendo tal função surgiu o interesse pela parte técnica da gravação e ao longo dos anos Beto se aprofundava cada vez mais no assunto, tendo como grande instrutor o amigo e conceituado técnico de som alemão Hans Krieger, proprietário do lendário estúdio Intersom. Com o passar do tempo, o constante acúmulo de conhecimento e reciclagem contínua fizeram com que ele se consolidasse como requisitado produtor e técnico de som, ainda acumulando as funções de maestro e músico. No final da década de 90, quando projetou o Carbonos Studio em sociedade com seus irmãos, o visionário produtor resolveu montar todo o sistema do estúdio baseado na grande tecnologia emergente na época, o sistema digital ProTools para Macintosh. Apesar de muitos profissionais da área ainda serem resistentes a esta idéia naqueles dias, Beto foi firme na idéia e se transformou em uma verdadeira sumidade no programa e seus respectivos plug-ins e periféricos. Hoje, além de toda a maestria que lhe cabe como produtor, técnico de som e músico, Beto ainda tem fama por resolver tarefas impossíveis em edições, afinações e arranjos desacreditados por outros profissionais.

Marinho Carezzato

Mário Bruno Carezzato, que também entrou no conservatório aos nove anos de idade, aos dezoito já se formava em piano clássico, e aos vinte completava o curso de virtuosidade, tornando-se maestro. Já consagrado como pianista, decidiu expandir os seus estudos e ingressou no curso de Canto Erudito e Virtuosidade, que completou aos vinte e oito anos. Ao longo deste tempo conquistou carreira sólida e reconhecimento internacional, fazendo turnês por países como a Itália, França, África do Sul e Alemanha, e gravando diversos álbuns como músico solo. Ao voltar para o Brasil, Mário passou a integrar os Carbonos e paralelamente se tornou um requisitado músico de estúdio e maestro, gravando e fazendo arranjos para o mercado da Música Clássica e Popular. Muitos desses trabalhos foram grandes sucessos entre as décadas de 70 e 90 e até os dias de hoje residem na memória do brasileiro.

Raul Carezzato

Raul Carezzato, sempre interessado na produção, era conhecido como "o homem das mil idéias". Logo no início, além da orientação musical em parceria com os irmãos, também assumiu nos Carbonos os postos de vocalista principal e baterista. Profundamente interessado na universalidade da música em seus variados parâmetros e técnicas, Raul começou a estudar as nuanças sonoras de diversos países e culturas, se especializando em percussão. Foi neste momento que Raul se firmou como produtor musical, cargo este que assumiu oficialmente por dez anos na gravadora RGE e, por ser ele mesmo um experiente vocalista, ganhou notoriedade como um produtor especialista em voz. Profissional muito conceituado, ainda realizou diversos trabalhos para gravadoras como Continental, 3M, Velas, Comep, Paradoxx e Som Livre, entre outras. Enquanto desenvolvia sua atividade como produtor, Raul deu continuidade à sua carreira como vocalista e percussionista, participando de inúmeras gravações.

Marcelo Carezzato

Filho de Beto, Marcelo Carezzato esteve desde muito cedo transitando pelo mundo da música profissional e logo começou a estudar guitarra. Aos 16 anos de idade começou a lecionar o instrumento e criava uma grande reputação, passando por várias bandas, seja de som próprio ou tocando covers na noite da capital e interior do Estado de São Paulo. Dentre todas, as que mais se destacaram foram Angry Fate, Dick Vigarista e Four Blues. Na segunda metade da década 90 Marcelo ingressou no departamento artístico da Som Livre, comandado na época por Helio Costa Manso, trabalhando como engenheiro de áudio e produção, além de atuar na criação e desenvolvimento de produtos e projetos culturais. Com esta possibilidade de operar com um material artístico rico e variado, o músico atuou fazendo pesquisas históricas na área musical e na geração de produtos específicos, programas e propagandas. No fim da mesma década passou a integrar a equipe do Carbonos Studio como engenheiro de som, produtor e não tardou para se tornar um requisitado guitarrista e violonista para gravações, tendo participado de diversas trabalhos realizados pela Som Livre e outras gravadoras.